À Segunda Vista

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Intro: F Em Am (3x) / F  G

Am       Em              Am
Eu seguirei meu coração
Am7       Em               Am
Meu coração que já foi seu

                F                 G
Foi seu irmão e, de antemão,
                 Am             F
já lhe socorreu, e só correu
                   G                   Am
do meu coração esse seu temor

                 F                      G
Temor ou não, feriu sem razão
                     Am              F
Ensinou-lhe a dor e essa lição
           G           Am
Adormeceu, cicatrizou

F Em Am (3x) / F  G

Am         Em           Am
Eu continuei a caminhada
       Am7             Em                     Am
Vem cá, minha amada, mas não me siga mais

                 F                     G
Pois aprendi, porquanto sofri,
               G#aug         E             Am
com essa lição, te seguindo em vão
            F             Em            Am
E que agora sou quem vai embora
                   Fm
Eu não volto mais

                 F
Pois aprendi
                           G
que o melhor de mim
                      Am
é o meu coração.

                  F
Pois aprendi
                           G
que o melhor de mim
                      C
é o meu coração.


Djonatha Geremias
Foi assim que cheguei, não queria acordar
Me vesti de madame, caminhei para lá
Desci as escadas, luxuosos degraus
Por trás de um batom, uma vida de caos

Bem me lembro o porquê, tantas vidas atrás
Juventude abrasiva, instintos animais
Entreguei-me inteira a um só coração
Sem futuro o deixei, o mundo disse que não

E foi assim que cheguei nesse maldito lugar
Tantos homens usei, casamento não há
De cristais só as taças de um álcool fugaz
Cigarros à vontade, viver não me satisfaz

Ao pisar o carpet da sala de estar
Outro encontro marcado, mais um para matar
Sorri encantadora com meus lábios febris
Pedi suas licenças, quão astuta atriz

Nunca me seduziu a ideia de um brasão
Releguei meu vestido aos cuidados do chão
Maquiagem borrada, nua em frente ao espelho
Sepultei de uma vez o meu sonho vermelho

E foi assim que cheguei nesse maldito lugar
Ao pisar o terraço, não quero nem pensar
Um passo em falso, não mais que meu sorrir
Me sinto livre de novo, uma eterna aprendiz

E a brisa soprou meu passado para trás
Cores de uma paixão que não volta jamais
E tudo acabou, tudo silenciou
Tudo escureceu, tudo se dispersou.

E uma canção tocou suave em meu coração
Sob um eterno por-do-sol, sem qualquer punição
De paixões não lembrei, nem de homem qualquer
Ao menos, por uma vez, fui apenas mulher.

Djonatha Geremias
O meu silêncio não vale nada
Para essa turma que se acha a dona da porcada
Nenhum argumento meu vai ter peso
Contra a arrogância desses que têm o ego obeso
(e não é só o ego, camarada)

Envelopam minha alma em um contracheque
E, por mais adulto, vou ser sempre um moleque
Menosprezam meus colegas, subestimam nossa educação
E se alguém me elogia, é hora de uma correção
(Cássia, vamos tomar aquele pileque)

Refrão:
   Mas a gente não se entrega, a gente não entrega o ouro pro bandido
   A força da nossa alma é um perigo
   Podem mandar, podem atrasar, podem estressar, fazer o que for
   O nosso contra-ataque é o amor
   (e uma vida sexual feliz e ativa, né, amigo)

(Porque precisar dos outros não é vergonha
Fim de carreira é quando se perde a humildade
Pode bufar e reclamar aí de cima do seu troninho
Porque é no troninho que as crianças fazem as cagadas)

{Refrão}