Esse nome sempre me envolveu. Ele significa mais do que os motivos que me levaram a compô-lo.
Quando eu estava na quarta-série, eu era viciado em Mortal Kombat, o game de Super Nintendo. Meu personagem favorito era o Johnny Cage. Daí o Jhonny no meu nome, com a inversão da letra H mesmo.
Depois de eu sofrer uma desilusão profana com o game Mortal Kombat, tive que me apegar a algum outro mundo. Foi aí que eu escolhi os X-Men (vou contar essa história, já que eu disse nos primeiros posts que um dia contaria).
Meu tio sempre foi fã desses heróis mutantes, principalmente do Gambit. Eu sempre fui meio que fã do meu tio, então por que não gostar também de X-Men? Assim, o que mais me chamou a atenção desde o início foi o Scott "Slim" Summers, o Cyclops. A gente tinha muito em comum, cabelos e olhos castanhos, um comportamento mais "certinho", além de nós dois termos um certo problema de visão: nenhum de nós poderia enxergar sem óculos. Ele foi minha válvula de escape por muitos anos.
Curiosamente, em seus respectivos filmes, Jhonny Cage (Mortal Kombat 2) e Ciclope (X-Men 3) morrem de forma injusta, sem motivo aparente algum... :(
O Colin (Cóóólin) veio de um personagem da saga de Harry Potter: Colin Creevey, um garoto ansioso que adorava tirar fotos do Harry. A personalidade dele é incrível, embora ele não tenha um papel muito importante na história. De qualquer forma, eu ainda não li os dois últimos livros, então não sei o fim dele ainda. Espero que não tenha morrido também. Como os livros descrevem tudo pelo ponto de vista do Potter, as pessoas não ligaram muito para o Creevey, achando ele um inoportuno, mas eu via ele de um modo diferente, como se eu fosse ele, principalmente quando ele conta sua história de vida ao encontrar Harry pela primeira vez.
Jhonny Colin... É, esse nome hoje representa muito mais do que os personagens que serviram de inspiração para ele. Mas porque estou falando dele hoje?
Hoje na igreja, no final do culto, uma moça muito simpática veio se despedir de mim, dizendo: "A paz do Senhor, Colin", sendo que eu nunca tinha me apresentado como Colin naquele lugar e sim pelo meu nome real. Na verdade, ela havia visto o nome Colin pelo meu orkut (J. Colin), mas na hora eu não tinha percebido. Foi uma sensação estranha alguém me chamar de Colin lá.
Hoje, esse nome me representa um passado, uma história, que eu tento esquecer, apagar da minha memória.
Faz tempo que eu não escrevo nada aqui, e pelos relatórios semanais que eu recebo por e-mail sobre o tráfego de visitantes desse blog, não recebo muitas visitas há muito tempo. Bem, a maior mudança que aconteceu foi minha re-conversão a Jesus Cristo. Desde então, todas as minhas transgressões foram apagadas e eu fui remido. Foi uma divisão de águas para mim em 2008, mas isso fica para um próximo post.
Desde que meus hábitos e modo de pensar mudaram a partir dalí, ser Jhonny Colin foi algo cada vez mais distante da minha vida, porque ele tinha uma personalidade só dele, que não é mais minha, que não condizia mais comigo. Algumas pessoas me chamam de Colin hoje pela força do hábito, mas definitivamente eu não sou mais ele.
Eu não sei dizer que personalidade eu tenho realmente, afinal, eu só me vejo pelo lado de cá dos pensamentos, e não do lado de fora, como expectador. Esses dizem que eu sou tímido, calmo, quieto, observador, essas coisas que só quem me vê superficialmente consegue identificar.
Esses mesmos que me conheciam antes dizem que, naqueles tempos, eu era mais "solto", no sentido de ter menos vergonha das coisas. Bem, há uma diferença entre estar "solto" e ser livre. Eu sou livre hoje, é tudo que sei quando tento me definir.
Eu sei que ter sido Jhonny Colin cooperou para eu ser o que sou hoje, afinal, é preciso conhecer os dois lados da moeda da vida, mas tudo o que eu fui não me levou a lugar algum, senão a uma derrota interna "destroçante". Hoje, tudo o que lembro que fiz de errado (decisões, desejos, sonhos corruptos, etc) eu aproprio ao Jhonny Colin, para garantir que esse novo EU não cometa os mesmos erros... e funciona. :)
Então, ao ser cumprimentado na igreja como Colin, eu me senti muito estranho. Era como se alguém (não a moça) me dissesse: "Você, que fez tanta coisa errada, suja, abominável, iníqua e perversa, que fazes aqui em uma igreja? Você quer PAZ? Você é o COLIN, você é tudo que fez de errado e agora quer PAZ?"
Lembro de ter ficado alguns segundos sem responder, apenas olhando para ela, até voltar a mim e cumprimentá-la de volta.
Tenho um amigo que me chama de Colin, deve ser porque ele é meu xará, cujo apelido também é Johnny. Eu sempro lembro dele me dizendo com veemência "Colin! Eu NÃO vou extorquir minha mãe!!". Ele é o único que não faz parecer que Colin era tudo o que eu fui de ruim, embora na maior parte das vezes conversamos sobre isso.
Já não estou seguindo um raciocínio lógico para um post de blog, eu acho. Também não creio que seja um desabafo, odeio essa palavra. Também odeio a palavra "sentimento", não pelo o que significa, mas por ela mesma. Parece que só os intelectualmente fracos a usam. Fortes os que têm sentimentos, mas falar deles sempre me pareceu sinal de fraqueza... Se bem que estou falando sobre sentimento e desabafo desde o início desse post, então, eu também devo ser um fraco. Está aí mais um adjetivo. Livre, porém fraco...
"A minha força se aperfeiçoa na fraqueza", um versículo bíblico que não lembro qual...
"A minha força vem do Senhor, que fez o céu e a terra". Salmos 91, algum versículo...
Por hoje é só... Fiquei cansado...
That's all, folks!